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ARTIGOS

História do yoga do riso

Instrutor: André De Rose

A História do Yoga do Riso no Brasil

A prática do riso e do bom humor no yoga, tem uma história antiga, remontando os idos de 1984, com o saudoso professor Hermógenes, o precursor da yogaterapia , risoterapia ou yoga do riso no Brasil. O professor era um homem de um metro e sessenta de altura, com fala mansa, mas um carisma arrebatador, é considerado hoje, a referência em sua área tornando-se um interessante fenômeno nacional. Além de ministrar práticas de yoga e palestras por todo o país, ele levantava a bandeira do diálogo inter-religioso, falando em igrejas, sinagogas, templos Hare Krishnas, centros espíritas e sempre se inspirou por diversos líderes espirituais como, Krishnamurti, Madre Teresa de Calcutá, além de ter sido discípulo de Sai Baba, e até mesmo o espírita Chico Xavier era seu admirador, inclusive Chico costumava ler seus livros, a Monja Cohen é outra personagem da lista, inclusive os dois sempre eram vistos em eventos conversando animadamente, por último, ele tinha um apreço especial ao Dalai Lama, de quem se inspirou com sua forma bem humorada de se comunicar.

Hermógenes sempre tinha uma resposta alegre ou uma piada pronta, para mostrar que a espiritualidade é um assunto leve e descomplicado. Nas suas aulas, ele frequentemente terminava comunicando a todos os que estivessem na sala, “É hora da risoterapia!”, falava ele, esmerando-se em imitar um sotaque qualquer, ou a “voz” de um bicho. A risoterapia, faz hoje parte do seu “método”. Contudo no micro-universo sisudo do yoga, ele era muito questionado por causa disso, pois não conseguiram acompanhar uma visão simples, porém poderosa. Concordo com ele quando dizia, "Deus me livre de ser normal!"

A professora Eneida, contemporânea e amiga pessoal do professor, disse que a terapia do riso, utilizada por ele, surgiu por volta de 1984, trazida da Europa pelo amigo Carlos Ovidio. Hermógenes e Vayuānanda (Carlos Ovídio Trotta), sempre foram muito brincalhões e piadistas. Hermógenes logo aderiu à ideia, e lançou a risoterapia ou como ele costumava chamar de Yoga do Riso. Segundo Eneida falou, "Aprendi alguns exercícios e passei a usar em meus workshops e aulas". Podemos concluir que a ideia do riso, não era exclusividade dos comediantes e do picadeiro, ele estava também se disseminando no yoga contemporâneo, mostrando que vinha para ficar, e com perdão do trocadilho, é coisa séria!

Na década de 1980, outro instrutor de Yoga, Andre De Rose, estava começando a ter suas primeiras inspirações relacionadas ao mundo do bom humor. Foi em um Congresso Brasileiro de Yoga, no SESC no ano de 1987, que André, então com 20 anos de idade, e apenas quatro anos que lecionava, foi convidado a dar uma vivência de āsana (as posições modernas de Yoga), foi aí que ele se deparou com uma situação inusitada, antes da prática dele, por causa de mal gerenciamento da coordenação, as palestras e aulas acumularam um considerável atraso de 50 minutos na programação. Antes da vivência que ele iria dar, um instrutor de Yoga, que deveria entrar naquele horário, sugeriu que ele não desse a sua prática para que ele pudesse se apresentar, André não aceitou, e ofereceu uma alternativa mais justa, disse para ambos dividirem o tempo. Contrariado, o outro instrutor aceitou. Ele esperou a vivência do André acabar e entrou furioso, durante a sua oficina ele começou a falar palavrões e gritar, aparentemente como parte de uma prática muito esquisita, que lhe causou um enorme estranhamento, naquela época, De Rose achava que isso se devia ao atraso e a provável irritação do outro colega, contudo, essa prática terminou com choros e gargalhadas. Tudo parecia bizarro, mas isso instigou a sua curiosidade, e o fez procurar alguma fundamentação, pois a parte da gargalhada chamou bastante a atenção de todos. E observando de fora, percebeu que nem os palavrões, nem o choro, chamaram muito a atenção da audiência, que observava atônita a prática que se desenrolava. Todavia o riso foi diferente, atraindo muito mais a atenção de todos, além disso, a assistência que olhava o grupo no palco, também estava rindo bastante.

Todo esse conhecimento, ficou em sua memória “fermentando as ideias”. No mesmo ano, o jovem instrutor, foi procurar a fonte daquela prática pouco comum, e encontrou de onde aquela dinâmica tinha sido retirada, foi o trabalho do Rajneesh, e essa era uma das suas meditações dinâmicas mais famosas. Entretanto, André estava agora no papel de praticante e não mais de observador passivo, não gostou nem um pouco, se sentindo deslocado e visivelmente reticente em realizar alguns comandos, o profissional que ministrou a vivência sem nenhum tato, ainda o acusou de ser “travado” e “reprimido”, mas na verdade, André apenas não queria fazer algo que não tinha nenhum nexo para ele. Definitivamente a prática “não bateu”.

Finalmente em 1988, logo após uma festa, um de seus alunos mais próximos, Paulo Miller se vira para o André e pergunta: “Porque você nunca ri? Nem mesmo quando contamos algo engraçado você esboça alguma reação!” Imediatamente a resposta foi: “claro que eu acho graça!”, e o aluno remendou: “Não mesmo, você não demonstra!” Disse ele taxativamente!

O que o Miller havia falado, mexeu bastante com ele, que foi para casa imediatamente se olhar no espelho e não reparou nada demais. No correr da semana, se deparou com inúmeras situações, onde poderia ter manifestado um leve sorriso, contudo, não o fez.

Aos poucos se observando, viu que realmente ele não ria com a frequência que parecia ser adequada. Se questionou: “como poderia ser isso?” Afinal, ele sempre foi uma pessoa tão bem humorada e tão risonho, o que estava havendo? E pensou consigo mesmo determinado, "vou treinar na frente do espelho até voltar a ser quem eu era!"

E em apenas uma semana, algo mudou! Quando estava caminhando na rua, uma pessoa que ele nunca tinha visto antes, perguntou-lhe as horas. O estranhamento havia sido tão grande, pois afinal de contas ele se questionou, “quem é esse estranho e porque ele está falando comigo?” E ao invés de dizer a hora, a única coisa que saiu de sua boca foi: “o relógio está quebrado!”, e fugiu dali rapidamente... No dia seguinte, outra pessoa, e a mesma situação se repetiu, só que dessa vez era para saber qual o nome de uma rua, por coincidência, era o nome da rua onde sua escola de yoga era estabelecida! E ele se comportou do mesmo jeito, “não sou daqui”, disse ele assustado, e novamente foi embora!

André havia passado tanto tempo de cara amarrada, que ninguém, que não o conhecesse, jamais se aproximava. Passado o susto concluiu: "estou com um problema". Mas antes de buscar um profissional especializado, resolveu refletir sobre o ocorrido e percebeu que foi o longo tempo sem rir que lhe tirou essa habilidade, afinal de contas, ele era só um rapaz quando começou a dar aulas, todos os seus ídolos e exemplos eram sérios e austeros. Como ele mesmo diz: “passei vários anos dando aula sem rir, pois achava que isso daria seriedade ao meu trabalho, nem percebi quando parei de sorrir, só queria ser levado a sério!”

Passando um tempo, ele foi mudando e percebeu que retornar a ser uma pessoa risonha, proporcionou muitas transformações sociais, as pessoas passaram a se aproximar, convidar ele para todo o tipo de evento, festas, conversas e seu círculo de amizades dobrou. O resultado foi tão bom, que ele pensou, "preciso dividir isso com os outros", assim sendo, resolveu fazer uma experimentação em sua primeira escola de yoga, o Núcleo Cultural Manas Karani em 1988, sua experiência foi um desastre! Poucos aderiram a novidade. Mas ele não desistiu! Ficou pensando em uma forma diferente de fazer as pessoas adotarem essa ideia. Para ajudar esse processo, trouxe aulas de teatro para sua escola convidando o ator Daniel Barcellos, isso o ajudou a ficar em contato com o mundo das artes cênicas.

Ainda em 1988 André conhece o Professor Hermógenes no Clube Municipal no Rio De Janeiro, e assiste uma de suas famosas palestras recheadas de bom humor. Ao terminar, um pouco reticente se apresenta e vai apertar sua mão, com a convicção de que está no caminho certo. Esse átimo foi bastante marcante para ele, e certamente, para o início do trabalho com o Yoga e Riso no Brasil.

Foi então que em 1989, foi convidado para fazer uma vivência no antológico Circo Voador e executou inúmeras práticas investigativas respiratórias usando o riso, só que dessa vez, foi um sucesso, mas ainda não era o que ele queria, pois definitivamente desejava mais do que fazer uma respiração com som de riso. Nesse momento um amigo o Marcelo Fortuna, apresentou ao André em 1989 a Fundição Progresso, onde se inscreveu como um dos primeiros sócios de carteirinha e depois de algumas semanas, fez um laboratório de Yoga e Riso, numa sala ainda não completamente terminada, ao lado de tijolos e sacos de cimento. O aprendizado, o fez perceber que para rir, precisaria de uma narrativa e não apenas sair rindo à toa, era preciso todo um protocolo e ele sabia que precisaria estudar mais.

Neste ano de 1989, por conta de inúmeras mudanças profissionais e pessoais, ele se afasta do projeto do riso, para dar aulas no setor da Educação Física na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde também criou um curso de extensão Universitária, embora o projeto da euforia e felicidade tenha sido momentaneamente arquivado, suas aulas passam a ser tão bem humoradas que tornam-se uma marca do André De Rose. Por conta disso, e da vivência que havia dado na Fundição, chama a atenção da imprensa e faz algumas entrevistas no Jornal de bairro da Tijuca e TV Cultura, a partir daí, inicia uma inovadora e proeminente carreira de Yoga nas Empresas, mas ainda tem uma rápida aparição na TV Manchete para falar sobre riso e bom humor e no ano seguinte 1992 aparece na TVE RS no Programa Radar junto com Herbert Vianna do Paralamas do Sucesso, apresentando uma sequência de āsanas e falando sobre alegria.

A partir de 1992 André muda o foco e começa uma proeminente carreira em diversas empresas ganhando know-how na área, mas nunca desistindo de ter bom humor em suas apresentações, o que acaba gerando uma inovação no yoga da época, fomentando certo experimentalismo corporal, que se expressa por movimentos lúdicos em suas demonstrações e o faz se aproximar de personagens da classe artística. Em 1995 faz uma apresentação de teatro com Nizo Neto, o filho do famoso humorista Brasileiro Chico Anysio e naquele dia, saí para jantar com os atores, quando em um momento da conversa informal com o Nizo, este começa a fazer truques de mágica na mesa do restaurante e acaba percebendo o que ele realmente gostava de fazer, qual sua vocação. Essa conversa foi definitiva para que De Rose fosse para casa aquela noite e tivesse vários insights sobre o Yoga, bom humor, sva dharma e santosha, que é um estado de contentamento não condicional, evocado intencionalmente. Nesse momento elabora as primeiras ideias sobre o Yoga da Alegria (às vezes Santosha Yoga), como chamava naquela época. Mas sabia que precisava do momento certo!

Em 1990 André se afasta do trabalho com o pai o Luíz Sérgio Alvares De Rose (na época Mestre DeRose), e começa a fazer experimentações com os esportes, dar aulas para atletas na mega academia AXE Sport Side Club na Barra da Tijuca no Rio, onde suas aulas continuam tendo o mesmo viés do bom humor. Com essa experiência, André se aproxima de professores principalmente da área das lutas, onde conheceu o professor israelense Yaakov Lichtenstein, conhecido por "Kobi", que trouxe o Krav Maga para terras tupiniquins. Lá André conhece o Maurício Salem, que se torna logo depois seu aluno na Fundação Mokiti Okada, onde dava a formação de professores de Yoga.

Ao mesmo tempo, sem que ambos soubessem, Mauricio Salem que tinha sido seu aluno de yoga na academia de Krav Maga, chamada Top Defense em Botafogo no Rio, iniciou em 1994 uma movimentação na mesma direção, com estudos sobre o riso e a alegria. E também, por curiosidade, Salem participa de grupos de teatro, dança , interpretação e participa de algumas vivências de meditação dinâmicas de Osho, proposta por um grupo de professores na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. Dentre as vivências. Uma das que mais chamou atenção de Maurício. Foi a do riso e da gargalhada. Ironicamente tinha muitas correlações com algumas dinâmicas de teatro.

Nesse momento, o trabalho de ambos tem uma breve pausa nessa direção do bom humor, com André nas universidades, empresas e academias e Salem no seu trabalho com yoga nas escolas pavimentando o que em seguida passa a ser sua marca, Yoga Educativa.

Contudo o trabalho do Professor Hermógenes, que já estava voltado para o mesmo assunto há décadas, continua firme no processo de Risoterapia e Yoga, conquistando multidões em todo o país.

Ou seja, durante as décadas de 1980 e 1990 os únicos yogis (até onde sabemos) que tinham seus vínculos com yoga , meditação e bom humor no Brasil eram José Hermógenes, Carlos Ovídio Trotta, Eneida, Andre De Rose e Mauricio Salem.

Sem que ninguém tivesse conhecimento aqui no Brasil, lá na Índia o Dr. Madan Kataria, um médico de Mumbai, estava escrevendo um artigo sobre “O riso é o melhor remédio” para uma revista de saúde, quando então teve uma grande ideia. Foi no dia 13 de março de 1995, às 7hs da manhã, que ele correu para o parque público onde costumava ir para sua caminhada matinal diária, e convenceu 5 pessoas que lá percorriam regularmente pela manhã falando-lhes sobre a importância do riso e sua proposta para iniciar um projeto. Assim nasceu o primeiro Clube do Riso da Índia. O sucesso foi tanto, que em muito pouco tempo já contava com 600 clubes (hoje em dia, está em 100 países e milhares de clubes). É sem dúvida nenhuma, o mais conhecido e expressivo método em todo o mundo.

Em 1999, André funda a Associação de Yoga de São Paulo, e pouco tempo depois, retoma seu projeto de Yoga e Riso, mas ainda não inicia nenhuma aula, pois havia recentemente retornado a trabalhar com o pai quando em 1996 se mudara para São Paulo. Ficando assim às voltas com a fundação da Primeira Universidade de Yoga do Brasil, e posteriormente, com o Sindicato de Yoga junto com seu pai o Luíz Sérgio De Rose. Todo esse movimento, coincide com o Conselho Federal de Educação Física, que na época, insiste em ter o controle do Yoga no país. Isso acaba unindo diversas classes profissionais e escolas de Yoga, acarretando inúmeras passeatas e protestos pelo país. Seu pai Luíz De Rose e José Hermógenes, apertam as mãos pela primeira vez em décadas numa dessas passeatas, no centro do Rio de Janeiro que se movimentava em direção a frente da prefeitura, com yogis levantando faixas e cartazes.

Somente em 2000, quando retorna de uma viagem para a Índia é que André finalmente elabora um método mais amadurecido. Ele se afasta ainda mais do trabalho com o pai, para fazer uma carreira solo, com o objetivo de ter mais liberdade em suas pesquisas e seus novos projetos (embora nunca mais tenham se falado, não houve briga).

Em 2001 André assiste um documentário pela HBO produzido pela diretora Mira Nair, onde aborda o trabalho humanitário realizado pelo Dr. Madan Kataria, chamado Clube da Gargalhada (The Laughing Club of India).

Pela resistência que as pessoas tinham, com o tema do riso vinculado ao yoga, André estava se sentindo desconfortável em dizer que havia criado uma prática, mas após assistir ao documentário, percebe que a chance pela qual estava aguardando há tanto tempo, acabara de acontecer. Ele não precisaria mais dizer que tinha criado coisa alguma. dali para frente, se mais alguém perguntasse ele só precisaria dizer: “essa prática existe na Índia sim, e foi criada por um médico indiano!” Na época o professor André ficou extasiado, não era mais o único, não estava mais sozinho!

Imediatamente seu primeiro impulso, foi entrar em contato com o Dr. Kataria, que foi muito simpático e receptivo, inicialmente André queria trazê-lo para dar cursos, mas ainda não haviam interessados, pois o assunto era muito novo. Então continuou dando os exercícios e metodologia que tinha inventado esperando o momento para trazê-lo e finalmente poder fazer uma formação com o Dr. Kataria.

Como não queria de forma alguma usar um nome que não pertencesse a ele, até porque não tinha nenhuma formação com o Doutor. Resolveu escolher Yoga do Riso, para diferenciar do Yoga da Gargalhada que já era usado pelo Kataria em nosso território. Até porque, seu método era completamente diferente do que que havia sido criado na Índia, mas até então André não sabia disso, pois os pouquíssimos exercícios que ele viu, foram os do documentário, e acreditando que, para poder receber o nome Yoga da Gargalhada, o Yoga precisaria estar mais presente nas práticas. Por esse motivo adotou outro nome para não confundirem, assim teria tempo suficiente para criar um fã clube e viabilizar a vinda do Dr. Kataria.

Sem ter a menor ideia de que estava fazendo algo diferente, sempre que era questionado De Rose dizia: O que eu estou fazendo é um trabalho de Yoga do Riso, essa prática é baseada no trabalho do Dr. Madan Kataria, não é uma mera invencionice. Ele aposta nesse trabalho e principalmente em trazê-lo para o Brasil.

André fala para o Salem sua intenção e começa a fazer encontros regulares na Associação de Yoga em São Paulo e também ao ar livre. Isso chama a atenção da mídia e é contactado por diversas emissoras de TV. Quando finalmente em 2001, André De Rose aceita e é entrevistado pelo Jô Soares na Rede Globo de Televisão, falando sobre Yoga do Riso no programa com a maior audiência da época. Logo em seguida, apareceu no Jornal da Globo, Jornal da Record, Fala Brasil, Canal Universitário, SBT, Dois na Bola (Silvio Luiz e Bárbara Gancia), Hoje em Dia (Ana Hickmann), CQC - Custe o Que Custar na Rede Bandeirantes (num quadro com o Rafinha Bastos), Manhã Gazeta (Claudete Troiano), TV Cultura – Mais Cultura (Gabi França) e muitos outros.

Outro personagem importante para nossa história, começou em 2003, antes de se tornar representante do trabalho do Madan Kataria, Marcelo Pinto, iniciou o Voluntariado do Riso na ala da Pediatria dos Hospitais, desenvolvendo um trabalho sensível e humano, com os pacientes mirins e familiares. Foi dessa forma que nasceu o Dr. Risadinha, que desde então vem se interessando pelo estudo dos benefícios do Riso (gelotólogo), se dedicando como palestrante.

Em 2004 Mauricio Salem entra em contato com o Yoga do Riso do André e o Yoga da Gargalhada do Kataria e essa influência dá origem a um terceiro tipo de Yoga do Riso voltado para escolas.

No mesmo ano Úrsula Kirchner e Mari Tereza Vieira começaram em Belo Horizonte a dar Yoga da Gargalhada do método do Dr. Madan Kataria e se tornam primeiras embaixadoras oficiais. Registraram o site Yoga da Gargalhada e começaram a representar o trabalho do seu criador.

Contudo André tem um revés na vida precisando recomeçar tudo novamente, tendo que se levantar financeiramente, o sonho de trazer o famoso médico indiano precisaria esperar.

Assim na década de 2000 yoga e riso passam a ter José Hermógenes com a sua Risoterapia, Andre De Rose com Yoga do Riso, Mauricio Salem com o Yoga do Riso Escolar e por fim Úrsula Kirchner e Mari Tereza Vieira representando o Kataria com o Yoga da Gargalhada.

André por sua vez à partir de 2004 aproveitou seu extenso conhecimento em Yoga nas empresas e começou a fazer intervenções, apresentações e palestras em diversas organizações, como por exemplo: SulAmérica, Young & Rubicam, Dez Brasil, Wunderman Brasil, FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos, AAPSA- Associação Paulista de Recursos Humanos e Gestores de Pessoas, Price WaterHouse Coopers - PWC, Energias do Brasil: (Composição de Empresas: Bandeirante, Enersul, e Escelsa), Avon (palestra e vídeo institucional), Revista Galileu, Ford, Genzyme Biotechnology company, TIM, DERSA, IV SIPAT MMC Marsh & Mc Lennan Companies, Bradesco, Louis Dreyfus, Marsh, Qualitecnica, Newell, Banco Safra, Boticário, Ericson, Boticário, Ministério das Minas e Energia Brasília, Natura, Huntsman, Quem disse Berenice, Grupo Boticário, Bridgestone, Palácio Tangará, Roche, DHL, Hinode, IANSA Instituto de Apoio Nossa Senhora Aparecida, Zurich SIPAT, Avon, Antibióticos do Brasil Ltda, ITURAN, entre outras.

2006 foi um ano histórico para o Yoga do Riso no país, durante o encontro de Yoga realizado pela professora Lúcia Sandri chamado Darshan - Jornada Além do Ego, Andre De Rose e José Hermógenes se tornam amigos. André é convidado para fazer uma intervenção de Yoga do Riso e conta com a presença do Hermógenes que fica muito curioso sobre essa prática, ambos conversam sobre o assunto repetidamente a partir de então. Essa parceria rende, e o livro do André De Rose, acaba tendo um entusiasmado prefácio do professor Hermógenes, o reconhece como um profissional sincero e honesto. E como ele mesmo diz no prefácio: “é uma obra que merece um destaque na história do Yoga no Brasil”.

Em 2008 Marcelo Pinto publica o seu primeiro livro sobre o assunto, “Sorria, você está sendo curado”, lançado pela Editora Gente. E embora tivesse sua própria metodologia há pelo menos 7 anos, em 2009 certificou-se como Líder da Gargalhada pelo Clube da Gargalhada do Brasil, Escola do Riso de Portugal, quando fundou o Clube da Gargalhada do Estado de São Paulo, tendo celebrado pela primeira vez em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, o Dia Mundial do Riso e a Ginástica da Gargalhada.

Em 2008 Ana Banana em Portugal deixa de usar Yoga da Gargalhada e passa a usar Yoga do Riso, causando involuntariamente com isso, uma série de pequenos constrangimentos ao Yoga do Riso já registrado, ministrado por Mauricio Salem e André De Rose no Brasil.

Aos poucos o nome Yoga do Riso passa a ser usado pelos representantes brasileiros da técnica do Kataria, sendo que 2012, marca o ano que muitos já chamam de forma generalizada assim, ambos os métodos.
Em 2010 Marcelo Pinto editou e apresentou, ao lado das Endorfinas, o programa de TV web “Sorria e Tenha um Bom Dia”, tendo também se certificado como Monitor do Riso pela Diverrisa da Espanha.
Marcelo trabalhou forte na divulgação da comemoração pela 1ª vez no Brasil, do Dia Internacional da Diversão no Trabalho em 1º de abril, quando destacou a importância da figura do Consultor do Bom Humor no ambiente corporativo.
Ao final de 2010 inaugurou o Espaço do Riso, que em 2011 se tornou virtual com o objetivo de atender a um número maior de interessados.
Numa sexta feira 13 em 2015 morre o Professor Hermógenes aos 94 anos, criador da Risoterapia yogi. Contudo sua presença está em todos nós que o conhecemos. Infelizmente o professor não viu em 2015 ser lançado em diversos cinemas o documentário Hermógenes, Professor e Poeta do Yoga, contando a trajetória do professor, tendo no elenco diversos profissionais da área e artistas, incluindo André De Rose, onde também e evidenciado o trabalho de tantas décadas do professor com o riso.

2018 Marcelo Pinto, embora não tenha formação estrita em Yoga, faz formação em Yoga do Riso com André e Maurício no Hotel Matsubara. Os três tiveram uma empatia imediata e daí uma sinergia que não poderia ser desperdiçada. O que acaba por produzir em 2019 um trabalho onde, André De Rose, Mauricio Salem e Marcelo Pinto, ministram juntos um curso de formação de Yoga do Riso no Hotel Matsubara.

2019 André De Rose, faz formação em Líder de Yoga do Riso com Marcelo Pinto no método do Dr. Madan Kataria. Embora não tenha sido com o próprio Kataria em pessoa André realiza finalmente um sonho que há tanto tempo esperava.

2019 André De Rose, Mauricio Salem e Marcelo Pinto, ministram juntos um curso de formação de Yoga do Riso no Rio de Janeiro.

André De Rose, Mauricio Salem e Marcelo Pinto, apesar de já terem um trabalho anterior com o riso e até mesmo técnicas desenvolvidas por eles mesmos, hoje também são formados e representantes do Dr. Madan Kataria e seu Clube da Gargalhada (The Laughing Club of India).

Juntos os três propagam 4 métodos diferentes Yoga do Riso Brasil, Yoga da Gargalhada, Yoga do Riso Método Yoga Educ, Yoga do Riso Laboral.

2020 André De Rose e Mauricio Salem fazem o formação em professor de Yoga do Riso com o professor espanhol Javier. Yoga de la Risa

2020 André De Rose e Mauricio Salem entram em contato direto com Dr. Madan Kataria para realizar parcerias de estudos científicos com o riso.



Instrutor: André De Rose